E tudo acabou em samba
22 de janeiro de 2008
por joca vidal
Assim que Bruno Levinson surgiu no palco e ocupou o seu lugar, ouvia-se um animado coro nos bastidores de "Canta, Canta, Minha Gente". Era a senha que indicava que a segunda 21 seria uma noite memorável. E foi. Quem enfrentou a chuva e lotou a casa de Botafogo que o diga.
Mart'nália surgiu com um violinista, dois percussionistas e seu choppinho. Moska com o violão. Bruno começou a conversa puxando as raízes de cada um. Chamou Mart'nália de afilhada, afinal foi no HPP que ela fez seu primeiro show solo. Ela lembrou de Carmen Miranda em "Adeus Batucada" e Paulinho de Benito de Paula ("Retalhos de Cetim"), quando soltou que "a música brega é a verdadeira MPB". O público, de pé, acompanhava atento.
Quando o assunto foi influências, a filha de Martinho citou Candeia ("De Qualquer Maneira") e seu próprio pai ("Recriando a Canção"). Moska contou de sua relação com André Abujamra. A essa altura do campeonato, todos estavam bem à vontade. Bruno no papel de apresentador estava perfeito, sem cerimônias. E "Tinália" cada vez mais "figura" e engraçada, com aquele sorriso eterno.
O clima informal permitiu recriarem uma canção de Stevie Wonder ("You Are The Sunshine Of My Life") com a pegada do samba, ficou lindo, só no sapatinho. Moska, com todo seu talento, representou "Rocket Man", de Elton John, com cola para não "embaralhar as frases". O entrosamento entre os 2 estava visível no palco, mas pela conversa descobrimos que a sambista costuma tocar a campainha de Moska para jogar videogame com seu filho. Mais risos e aplausos.
"Madalena", de Ivan Lins, também foi escolhida por ela para ser mostrada na primeira fase da noite. O ex-integrante do Inimigos do Rei lembrou da barata "Kafka", fazendo coro de três tons com a platéia. "Cheguei a fazer 24 Milk-Shakes da Angélica com o Inimigos", lembrava ele. Ainda juntos relembraram uma parceria com Leoni e Moska fez uma homenagem à Cássia Eller em "Nada Vai Mudar Isso", de seu primeiro cd.
Quando o papo acabou o samba comeu solto. Juntos, os dois botaram todos para sambar ao som de "Brasil Mulato", de Martinho; "Juízo Final", de Nelson Cavaquinho e a clássica "Sem Compromisso", de Chico Buarque.
Sem compromisso, o HPP proporcionou mais uma noite histórica ao público carioca. Que venha segunda que vem com o final dos talk-shows com Rodrigo Maranhão e Pedro Luís.
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