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Workshops Fernando Magalhães
16 de janeiro de 2008

por joca vidal

06_fm.jpgEsbanjando simpatia e bom-humor, Fernando Magalhães foi o segundo artista a participar da série de workshops do festival, no estúdio Be Happy.

Chamado de "queridão" pelo Bruno Levinson, Fernando começou avisando que este era seu primeiro workshop e que normalmente costuma mais tocar do que falar. O engraçado é que foi justamente o contrário: o guitarrista do Barão Vermelho se soltou e passou aproximadamente 2 horas conversando com uma galera bem interessada pelo seu trabalho, a fim de trocar experiências.

Aos 43 anos de idade, contou que começou como autodidata aos 12, junto com o irmão. Desde sempre um afixionado pela guitarra e pelo som sujo e alto dela, costumava escrever nos cadernos escolares nomes de bandas como Kiss, AC/DC, The Who e etc. Sua amizade com o músico Zé da Gaita o levou a subir no palco como baixista do projeto "Zé Who", em janeiro de 83. O baterista e o guitarrista da banda eram justamente Guto Goffi e Frejat, respectivamente. 2 anos depois, após a saída de Cazuza do grupo, Fernando foi lembrado e chamado para ser o segundo guitarrista do Barão, o que caiu como uma luva já que, inspirado em Malcom Young e Keith Richards, ele sempre foi mais um guitarrista-base do que solo.

Entre declarações de amor a Gibons e Stratocasters da vida, Magalhães elogiou bastante seus companheiros de banda. Revelou uma história envolvendo os riffs das músicas "Meus Bons Amigos" e "Pode Vir Quente que Eu Estou Fervendo" que foram trocados. Fernando, que também é astrônomo, comentou sobre discos, músicas e discussões do Barão e disse que nunca foi muito partidário dos pedais. Empunhando uma guitarra que tinha ganhado de Frejat (ele levou duas), solava e dedilhava carinhosamente: "A guitarra é um ser que precisa ser controlado".

Os participantes perguntavam sobre equipamentos e ele respondia empolgado. A conversa encaminhou para suas experiências fora do Barão, como seu novo disco solo de rock instrumental, trabalhos com Gabriel Pensador e Detonautas e também no selo T-Rec.

Fim de papo, ele continuou lá conversando, trocando contatos, tocando... um queridão.

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