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        <title>Humaitá pra Peixe 2008 - Notícias</title>
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        <description>Acompanhe a edição 2008 do Humaitá pra Peixe: O Festival Mais Saboroso do Rio</description>
        <language>pt</language>
        <copyright>Copyright 2009</copyright>
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            <title>Simplicidade e talento</title>
            <description><![CDATA[<small>por joca vidal</small>

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/02/07/04.php" onclick="window.open('http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/02/07/04.php','popup','width=500,height=375,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/02/07/04-thumb-300x225.jpg" width="300" height="225" alt="04.jpg" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></a></span>O último show do HPP este ano foi bem "familia", ao contrário dos outros. O ótimo espaço do Oi Futuro abrigou um sem-número de "futuros artistas", que foram com seus pais. Eram filhos de cantores, compositores, artistas em geral... em plena descoberta da música nas suas vidas. 

Por outro lado, no palco, Quito Ribeiro se descobria intérprete, pela segunda vez, no festival. O soteropolitano radicado no Rio há mais de dez anos mostrou seu novo show, baseado no disco "Uma Coisa Só", lançado ano passado e produzido por Chico Neves. Na platéia diversos artistas, a maioria integra uma geração de músicos que compõem bandas como +2, Orquestra Imperial, Do Amor e etc. 

Do começo até o final, foi uma apresentação intimista. Todos sentados (inclusive os músicos em determinados momentos), prestando atenção, um silêncio absoluto e quase contemplativo. Parecia que estávamos na sala de estar de alguém, entre amigos. E foi acompanhado por alguns deles - Pedro Sá (baixo), Marcelo Callado (bateria), Benjão (violão e guitarra), Bubu (guitarra), Leo Monteiro (programações) e Stephane San Juan (bateria) - que Quito destilava sua baianidade em um show longo (mais de 1h30m) no qual mostrou 12 das 14 faixas do cd.

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/02/07/06.php" onclick="window.open('http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/02/07/06.php','popup','width=500,height=375,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/02/07/06-thumb-300x225.jpg" width="300" height="225" alt="06.jpg" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></a></span>Com uma longa carreira como compositor, começada numa parceria com Lucas Santtana nos primeiros anos da década de 90, Quito relutava em apresentar seu próprio show. Foi graças ao Bruno Levinson que ele se preparou para subir ao palco do Sergio Porto em 2006. Transbordando timidez por todos os poros e com sua característica voz carregada de fragilidade e sinceridade, a apresentação foi ganhando fôlego na medida que Quito ia se sentindo mais à vontade. Exaltou a "fada madrinha" Jussara Silveira em "Rainha de Lá". "Infinitésimo" contou com o auxílio no vocal de Pedro Sá, que também produziu o cd. O samba-reggae "Pesquisa", de sua autoria, se destacou, assim como "Nossa Cor", composta junto com Moreno Veloso e gravada no cd de remixes do grupo "+2".

A influência da (boa) música baiana foi latente em "Bembé" e "Neuroeuropeu", quando as duas baterias formando uma percussão simples e tribal tomou espaço. Quito conseguia extrair o melhor de seus músicos, carregando o espetáculo de cores tropicalistas e alegres. Depois de mais três músicas no bis, o músico se misturou ao público que o aguardava no foyer. Simples assim.

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O festival chegou ao fim, mas seus ecos vão perdurar por mais alguns meses. Foram ótimas apresentações ao longo de quase um mês. Espaços e formatos aprovados, agora é trabalhar para comemorar 15 anos em 2009. Aos que acompanharam a cobertura do site, meu muito obrigado em nome da equipe. Até a próxima!]]></description>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Oi Futuro</category>
            
            
            <pubDate>Thu, 07 Feb 2008 14:28:34 -0300</pubDate>
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            <title>Alquimia</title>
            <description><![CDATA[<small>por bernardo mortimer</small>

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/02/07/IMG_7787.php" onclick="window.open('http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/02/07/IMG_7787.php','popup','width=800,height=533,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/02/07/IMG_7787-thumb-300x199.jpg" width="300" height="199" alt="IMG_7787.jpg" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></a></span>Já pensou ouvir um arranhar da corda de violão repetido sem parar, depois uma nota retirada de um disco qualquer e com o pitch retrabalhado em andamento ralentado, e por cima uma levada de caixa e prato feita pelo baterista João Barone, até se dar conta que aquela soma de pedacinhos em loop é Hoje Eu Quero Sair Só, do Lenine? Ou uma voz fazendo o que devia ser uma levada de guitarra, depois uma bateria, um baixo, uma letra que você já ouviu antes mas uma voz que não se reconhece... Me Deixa, do Rappa, com a voz guia do tecladista Lobato? Ou ainda uma brincadeira de troca de canais enquanto rola Sentimental, do Los Hermanos, até que Chico Neves abaixa o volume, se vira para trás na cadeira, e pergunta antes de cair na gargalhada: viu como a mixagem tava uma merda?

Para o produtor de alguns dos discos mais importantes da década de 90 para cá, tudo é como se fosse uma pintura, com cores aqui, pinceladas mais fortes ali e um resultado final feito de camadas e pedacinhos. Uma viagem. E tudo costuma começar dentro do estúdio de pequenas proporções, onde mal cabiam os vinte inscritos, e os cinco da equipe do HPP, fora a cadela Bela e o próprio Chico. Ele não faz questão de ir a ensaios, fazer reuniões prévias para afinar as idéias, etc. Basta que role empatia com o artista da vez, e disposição em contribuir para um ambiente de descontração, parceria e espontaneidade.

Tudo começou para Chico em um prédio da Rua Mena Barreto, em Botafogo, onde ficava a gravadora EMI. De um estudante de violão clássico e violino em Belo Horizonte, virou estagiário do Departamento Artístico  - e naquelas salas onde se acumulavam estúdios, músicos profissionais, uma máquina de cortar acetato e instrumentos, foi cruzando com gente como Tim Maia e Agnaldo Timóteo, Vítor Assis Brasil e Clara Nunes, fora todo o Departamento Técnico, em quem mais grudou.

Do início em 78, ficou até 80 e trocou de gravadora, para a Warner. Seis anos depois, cansado da vida de empresa, largou tudo e foi ser autônomo - montou o próprio estúdio em casa. Lá, trabalharia do próprio jeito, fazendo da faxina à aprovação final da pós-produção. "Enquanto você é independente, você é amarrado". Depender de outra pessoa dentro de um estúdio, para Chico, era e ainda é dar chance para a perda da espontaneidade, da criatividade. Nessa época, ia muito a Belo Horizonte, onde tinha amigos e pôde participar das primeiras gravações do Sepultura, da Sexo Explícito do ainda desconhecido John do Pato Fu, e dos meninos que virariam depois o Skank. No Rio, recebeu uma proposta para trabalhar junto com o bossa novístico Ronaldo Bastos. Daí nasceu o primeiro trabalho de produção assinado por ele do início ao fim, como free lancer. Era um disco de Humberto Effe, já fora do Picassos Falsos.

O trabalho foi fechado no mesmo corredor em que a oficina acontecia, duas portas para o lado. E foi a primeira oportunidade de Chico vender um disco pronto para um selo, no caso o Virgin, da mesma EMI do estágio no Departamento Artístico anos antes. Tudo muito simbólico, ele diz. Seguiram-se outros trabalhos, como para Lô Borges, até que um pernambucano radicado no Rio bateu à porta, vindo de um disco extremamente aplaudido pelo aspecto "de raiz". Olho de Peixe e Lenine, muito prazer.

"Ali, eu pus tudo que eu já tinha pesquisado na vida de eletrônica, de trabalho com sample. Deu um trabalho danado, e acho que surpreendeu quem esperava um segundo Olho de Peixe, o que eu acho que era o que até o Lenine tinha em mente". Era a consagração da opção de Chico pelo caminho mais difícil da independência, e foi celebrada com a pós-produção feita na Inglaterra, no estúdio do ídolo Peter Gabriel. O segundo disco de Lenine, O Dia Em Que Faremos Contato, começava ali uma trajetória de álbuns fundamentais para o que seria o pop rock brasileiro sério da década de 90. E, mais importante, estabelecia um método de trabalho próprio, para ser usado sempre por Chico dali em diante.

Nada de super equipamentos, sala com ar condicionado congelante, corredores compridos onde é se esbarra com os próximos cinco ou seis lançamentos da música popular brasileira. O segredo é criar a atmosfera. Construir um ambiente de descontração, e de silêncio também. "Um macete é nunca pedir para ninguém o que você sabe que quer antes dessa pessoa chegar e te mostrar o que ela tem na cabeça". No disco de Lenine, por exemplo, só uma das faixas não tem a voz gravada para servir de guia na gravação dos instrumentos. Nada do registrado 'valendo' foi usado. Outro macete, portanto, é deixar gravando o tempo todo, para não perder nenhuma tentativa, ensaio, brincadeira.

Um dos traumas que Chico guardou dos tempos de grandes gravadoras foi a longa e cansativa passagem peça por peça do som da bateria. Na gravação de Hey Na Na, do Paralamas, ele pôde acertar as contas com o passado. Não só gravou o instrumento por último, para experimentar, como usou um microfone Neumann binaural: que reproduz a audição humana para gravar o som em duas entradas. Não à toa, posicionou o bicho, que se parece com uma cabeça de manequim, atrás da cabeça de João Barone. O que o baterista ouvisse seria o que estaria gravado.

E tem ainda o caso mais complicado de todos, a gravação do Bloco do Eu Sozinho, do Los Hermanos. Recebido e aceitado o convite, atendeu o telefone e era o diretor artístico da Abril Music (ele não citou o nome, mas se você for esperto, vai saber encontrar). Queria marcar uma reunião para discutir arranjos. Chico disse que não, e sofreu até ameaças de "vamos ter que repensar a produção". Depois de tudo gravado e mixado, a gravadora vetou o disco, queria ver tudo regravado. "Mas acho que foi uma questão pessoal, comigo." Chico disse à banda que tinha uma porta aberta na Sony, mas eles ficaram com medo de uma represália da Abril, que de fato podia impedir a mudança de casa e deixá-los na geladeira. A solução foi negociar uma remixagem com o Marcelo Sussekind. Chico ficou só com o crédito da gravação, e a pós-produção foi refeita. "Até que um dia, o Camelo me liga e diz que tem uma matéria com tudo no jornal, mas que não tinha sido ele a falar". Aí, no dia seguinte, o então editor de música da Folha de São Paulo, Pedro Alexandre Sanches, estava no telefone cobrando uma resposta do produtor a todas as acusações, e foi esse o fim da história. Pelo menos até a gravadora acabar e Chico seguir por aí, à toda.

Tantos discos gravados, e todos no mesmo lugar: pequeno e aconchegante, sem espaço para convidados e distrações, e muitas vezes sem espaço nem para quem é da banda mas não tem gravação prevista no dia. "Às vezes o produtor tem que ser também meio psicólogo, o estúdio é um lugar onde as fragilidades afloram, e tem que saber parar para resolver essas situações". E com uma peculiaridade: Chico não acumula trabalhos. Para isso, precisa vira-e-mexe dizer não para propostas ou até para descansar. "Os momentos mais importantes da minha vida, de alegria, de tristeza, até de eu me pegar chorando com uma música, foram quase sempre aqui, e muitas vezes sozinho". Cada produção tem momentos com a banda, momentos com um músico de cada vez, e a maior parte do tempo de trabalho só.

Com a popularização do mp3 e as mudanças no hábito de ouvir música, Chico passou a incorporar no processo de mixagem testes em caixas de som pequenas, muitas vezes no próprio laptop. O produtor também costuma usar os serviços de um advogado para fechar contratos, embora seja ele mesmo quem negocia o preço de cada trabalho, que costuma ser um adiantamento sobre os royalties da venda de discos (valores que podem ir de 2 a 6%, em média). E tudo terminou com os segredos bem guardados lá do primeiro parágrafo, e mais alguns outros que poucos felizardos puderam testemunhar. Azar o de quem não se inscreveu logo no começo. Sorte de quem ouviu Chico dizer que outras oficinas virão.]]></description>
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            <pubDate>Thu, 31 Jan 2008 10:38:12 -0300</pubDate>
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            <title>Diogo Nogueira e Moyseis Marques fazem o Carnaval começar mais cedo no Rio</title>
            <description><![CDATA[<small>Cadhu Cardoso - enviado pelo eu no hpp</small>

No último sábado (26/01) do tradicional Festival carioca Humaitá Pra Peixe, versão 2008, a Sala Baden Powell, palco dos shows, se transformou em uma espécie de grande baile Pré-Carnavalesco. 
 
A noite começou com um nome da nova safra do samba, Moyseis Marques, que tem em seu curriculum passagens por inúmeros grupos de samba e de forró e que, aos poucos, vem ganhando espaço e reconhecimento. 
 
O músico, de 28 anos, criado na Vila da Penha e nome forte no circuito badalado da Lapa, credita à garotada frequentadora de bares e rodas de samba do bairro o destaque que a música vem recebendo bem como o forte impulso para o recrudescimento do estilo. 
 
Sem delongas, Moyseis abriu o espetáculo com composições suas,  14 anos  e  Receita de Maria  e foi mostrando pérolas de artistas do naipe de Chico Buarque, Jorge Veiga e Jackson do Pandeiro. 
 
Estavam ao seu lado, dividindo o palco, excelentes músicos. Samuel, no sopro, foi um deles. Ao final, a platéia, já encantada por sua performance e por sua simpatia, se deleitou com  Mocotó do Tião  e  Fidelidade Partidária , amabas em Partido Alto, na sua melhor qualidade. As mesmas pessoas que se acabaram de sambar, não deixaram um único cd do artista à venda no stand do Festival. No intervalo, correram ao bar para beber algo e rapidamente voltaram para conferir a aguardada perfomance de Diogo Nogueira. 
   
Considerado a grande estrela da nova geração do samba, Diogo, de 26 anos, não jogou para perder. Cantando clássicos e grandes sucessos de Almir Guineto, Martinho da Vila, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara e Zeca Pagodinho ("Deixa a vida me levar"), o filho de João Nogueira balançou a platéia do início ao fim. 
 
Impulsionado pela boa repercussão do seu Dvd, recém lançado e gravado ao vivo no Teatro João Caetano, Diogo agradou as fãs, principalmente as mais atiradas, com um jeito bem despojado, vestindo uma camisa de sua Escola de Samba Portela, exibindo suas tatuagens e distribuindo sorrisos para todos e cantando suas próprias músicas como "Samba do Poeta" e "Fé em Deus". 
 
Já tendo o samba de berço, emocionou a platéia e a si mesmo com a bela canção de seu pai  Espelho  e declarou:  Pude sentir a energia aqui e me arrepiar. Sem vocês, nada faz sentido . 
 
E a declaração pareceu soar verdadeira, já que, dos 11 aos 22 anos, o que sonhava era jogar futebol e chegou até a se profissionalizar. Só que uma lesão no joelho o fez abandonar seu antigo sonho e mergulhar de cabeça na música.  
 
Hoje, fazendo parte do casting de uma grande gravadora (EMI), se não era seu destino se tornar uma estrela revelação do futebol, como o atacante do Milan, o gaúcho Alexandre Pato, ele, com certeza, conseguiu se tornar uma revelação bem sucedida em outra grande arte: o Samba.
]]></description>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Eu no HPP</category>
            
            
            <pubDate>Thu, 31 Jan 2008 10:35:45 -0300</pubDate>
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        <item>
            <title>Eu no HPP? Eu não estava lá, mas eu vi: Z&apos;África Brasil</title>
            <description><![CDATA[<small>por otaner - enviado pelo eu no HPP</small>

Na verdade, este texto talvez não pudesse estar no "Eu no HPP", já que eu não consegui ir até a sala Baden Powell assistir a apresentação de Songoro Cosongo e Z'África Brasil. Pelo menos não fisicamente. 
 
Algumas horas antes do início dos shows, uma chuva torrencial... uma tempestade... um dilúvio... eu não sei bem definir o que era aquele tanto de água que vinha de todas as direções possíveis, graciosamente acompanhado de rajadas fortes de vento, que resultou em ruas alagadas, placas e toldos voando e galhos de árvores desabando pelas ruas (espero que tenham percebido toda a dramaticidade de coloquei no texto :D). Com a natureza me impedindo de sair de casa, não restava outra alternativa a não ser deixar de conferir os shows. O que era uma pena, pois tinha muita curiosidade em assistir o Z'África Brasil, um dos grupos de rap mais comentados atualmente, com pelo menos duas músicas que me agradam bastante: Antigamente Quilombos, Hoje Periferia e Tem Cor Age, que dão nome a dois discos deles. 
 
Ocupado com outros afazeres, procurei não mais pensar no assunto, quando por volta das 22 horas me lembrei do site. O site!!! Será que mesmo com todos os problemas que atormentaram a cidade naquela tarde-noite eles conseguiram transmitir ao vivo pela web? E será que àquela hora ainda dava pra assistir o final do show pelo menos? 
 
Enquanto ia pensando, entrei no site e achei o link para a transmissão. Após atualizar a página algumas vezes, lá estava o Z'África se apresentando no que eu acreditava que fosse o término do show. Mas não era! Mesmo sem saber que não era o fim, fui assistindo com atenção a apresentação que mostrava porque o Z'África é considerado hoje um dos melhores grupos de rap no Brasil: rimas precisas, variações de métrica,  além do acompanhamento de uma banda que esbanjava qualidade e ia buscando outros ritmos além do rap, como o blues e o reggae-quase-dub. Mas não importava o ritmo, tudo virava uma saraivada de rimas. Era também uma oportunidade de ver como se apresentava Funk Buia, um rapper com uma voz que poderia se classificar como rascante, que pelo menos em gravações demonstrava bastante personalidade. "Ao vivo" não pareceu diferente, mas com a boa qualidade do restante do grupo não há um escoramento em um integrante, todos acabam tendo seu espaço, seu momento. 
 
Pela transmissão era notável o pouco comparecimento do público, com inaudíveis respostas aos pedidos do Z'África para que o pessoal participasse. Mas eles continuaram cantando e se apresentando como se fosse uma multidão na quebrada deles. Ajudou muito também assistir a apresentação com um som de boa qualidade e imagens sendo editadas na hora, tornando a transmissão menos estática, digamos assim., mais interessante de acompanhar em frente ao computador. 
 
Espero que não caiam mais tempestades, mas se caírem é bom saber que o HPP está quase à prova de imprevistos com forças da natureza. O show não pode parar!]]></description>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Eu no HPP</category>
            
            
            <pubDate>Thu, 31 Jan 2008 10:32:04 -0300</pubDate>
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            <title>Fora o comodismo!</title>
            <description><![CDATA[<small>por flávia martin</small>

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/30/DSC08948.php" onclick="window.open('http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/30/DSC08948.php','popup','width=500,height=375,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/30/DSC08948-thumb-300x225.jpg" width="300" height="225" alt="DSC08948.jpg" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></a></span>Nesse último dia de bate-papo no Mofo, os convidados foram todos os que se sentaram nas mesas dispostos a conversar sobre a carreira artística na música. Isso mesmo. Com o tema "Artista: Onde estou? Para onde vou?", músicos, produtores e artistas foram os debatedores da rodada final de debates promovidos pelo Humaitá Pra Peixe 2008. E mais uma vez a conclusão que se tirou das questões levantadas é que, se o mar não está pra peixe, é hora das bandas se mexerem. Também foram discutidos os papéis do empresário, da gravadora e até da Internet.

Tudo mudou e vem mudando a uma velocidade cada vez mais acelerada no mercado da música, tanto no Brasil como lá fora. E muitas fórmulas que eram dadas como infalíveis vem sendo postas em xeque. Essa observação inicial feita por Bruno Levinson abriu as discussões sobre o cenário encontrado pelas bandas atualmente. "Até pouco tempo atrás, tinha um modelo claro que funcionava pra definir a trajetória das bandas. Hoje essas trajetórias estão mudando", disse.

Para a produtora cultural Jô, a banda ou artista que se lança hoje já precisa de uma dose de profissionalismo antes de tentar gravar ou mesmo para apenas tocar em festivais ou mostrar o seu trabalho. "Acho que a gravadora não é mais a causa, mas sim a conseqüência. Os artistas precisam fazer um bom trabalho, usar as novas tecnologias e os novos canais a seu favor, já que as gravadoras não vão investir em bandas que não tenham já um público formado".

E se as gravadoras não estão mais querendo apostar nos novos artistas, um modelo alternativo seria o "esquema Calypso", como definiu Paulinho, integrante da banda Rabugentos e apresentador de uma rádio na Internet. Apostando todas as suas fichas nos shows, a banda paraense grava, prensa e distribui seus próprios discos, vendidos a preços módicos, e fatura com as inúmeras apresentações feitas Brasil afora. 

Sobre o papel do produtor e do empresário, Paulinho comentou: "eu acredito muito no trabalho do empresário, que saiba gerenciar a carreira da banda de acordo com as expectativas dela. Acho que tem que ter esse cara que te coloque pra tocar, pra abrir shows para outros artistas do casting dele".

Oferecendo um exemplo de quem conseguiu se firmar no mercado, Bruno Neves, percussionista da banda Seu Cuca, confirmou que as bandas precisam ter um objetivo claro para depois batalhar por espaços para tocar. Ele contou como foi no caso deles: "há oito anos, quando a banda foi formada, a gente começou a tocar em boate e logo as próprias casas reservaram um dia na semana pra gente se apresentar. Então eu acho que as bandas novas estão um pouco acomodadas, só reclamando que não tem espaço pra tocar. Tem que correr atrás".

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/30/DSC08950.php" onclick="window.open('http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/30/DSC08950.php','popup','width=500,height=375,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/30/DSC08950-thumb-300x225.jpg" width="300" height="225" alt="DSC08950.jpg" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></a></span>Paulinho concordou com a observação de Bruno e foi além, comentando a falta de interesse de alguns novos artistas: "se existe uma crise, é a da banda, a crise da banda preguiçosa. Eu falo lá no programa da rádio pra galera me mandar os áudios em formato wave, que é de boa qualidade, e eles respondem que não têm como mandar, porque somos uma rádio web!".

As iniciativas criativas, que aproveitam as brechas do mercado também tiveram alguns de seus representantes. Phil, um dos sócios da Bolacha Discos, selo que utiliza a tecnologia SMD, a qual permite que cada unidade de CD seja vendida por R$ 5,00, contou como é a estratégia dessa empreitada: "queremos criar uma nova cultura. A gente quer que as pessoas arrisquem comprar discos de bandas que elas não conhecem". O Bolacha, que já tem em seu catálogo seis bandas cariocas e uma do Distrito Federal, mostra números invejáveis: quase 13 mil discos vendidos em cerca de um ano de atividade e quatro pontos de venda fixos. Pra mostrar pra qualquer gravadora que a tão falada crise na indústria pode ser contornada.

Os debates no Mofo mostraram que o Rio está carente de espaços para discussão e consagraram o novo formato inaugurado nessa edição do HPP, que foi muito bem-vindo por quem acompanha o festival. Vida longa ao Papo de Bar!]]></description>
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            <pubDate>Wed, 30 Jan 2008 13:24:56 -0300</pubDate>
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            <title>Da Pesada</title>
            <description><![CDATA[<small>por bernardo mortimer</small>

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/29/IMG_7569.php" onclick="window.open('http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/29/IMG_7569.php','popup','width=500,height=331,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/29/IMG_7569-thumb-300x198.jpg" width="300" height="198" alt="IMG_7569.jpg" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></a></span>E eis que a última noite de segunda-feira abriu um túnel do tempo para o início da movimentação carioca lá de uns quinze anos atrás, não por acaso o ainda início do CEP 20.000 e de sua extensão musical, o Humaitá Pra Peixe (sabe?). Pedro Luís e, em menor escala, Rodrigo Maranhão, são duas figuras hoje estabelecidas no cenário carioca que amadureceram em um circuito que ligou o Sérgio Porto a uma volta, na época ainda incipiente, dos blocos ao carnaval de rua e das baterias a eles atreladas. Década de 90...
Se Pedro Luís é o mais velho e podia ser considerado o que teria mais a dizer e a contar sobre música e memórias, Rodrigo Maranhão tratou de empatar o jogo com tiradas bem humoradas e muito jogo de cintura para o formatinho do talk show do Cinemathèque. Para o público presente, aliás que público mais estudado na obra dos dois!, o resultado foi o dobro de satisfação garantida.

Tudo começou pelo começo. Rodrigo se lembrou do bloco de carnaval de Itaipava Cada Ano Sai Pior (hoje finado). Foi lá que se encantou com o batuque mal improvisado de uma agremiação para não ser levada a sério, e antes de virar adolescente já conquistou espaço: "Nem me lembro quantos anos eu tinha, só sei que o bloco nunca saiu sem mim na bateria. Sempre me esperou".

Dos carnavais em Itaipava veio a lembrança das viagens familiares de carro, quando o pai (presente na platéia) assumia o volante e a batuta do coral automóvel: "já tinha até divisão de voz, a prima mais desafinada ficava com o agudo". A música que ilustra a infância do pequeno Rodrigo é acompanhada pelo público sem medo de voltar lá pra trás: My Bonnie, canção de ninar em língua inglesa.

Pedro teve outra vivência musical na infância. De família cheia de gente, na Tijuca, tinha ali em casa os exemplos a admirar: as irmãs que ao longo dos festivais da década de sessenta foram contribuindo para a criação da tal música popular brasileira. Foram elas que mostraram ao ainda menino o que era um violão. O instrumento, no caso, era batizado de Lobuarque, daí a primeira música que Pedro apresentou ao público: Rita, de Chico. "É, Edu Lobo não tá pro meu bico, não".

Passadas as histórias de infância, os caminhos já foram misturados. Pedro aproveitou o fato de estar sem voz para contar que a primeira parceria gravada entre os dois começou na Uni-Rio, onde estudaram juntos, e que acabou sendo gravada no "dia seguinte a um FlaxFlu (mas se me permitem, se foi depois do jogo em que o Pet fez um gol de falta e decretou o 3x1, o jogo foi mesmo é um FlamengoxVasco menos charmoso). Rodrigo, flamenguista, estava afônico, e gravou assim mesmo. "É linda [a gravação] porque não sou eu, é um sambista velho, de voz rouca, cheio de história". "É, minha mãe adorou, até falou: 'Pedrinho, você quando canta é bonitinho, mas esse teu parceiro aí é lindo...'"

Voltando para a infância, Pedro se recorda da professora que o incentivou a escrever a primeira composição, ainda no colégio, que tinha o verso inesquecível "no mundo, não existe som mudo/ no fundo, a vida é tudo". Hilariamente profundo. Rodrigo não ficou para trás e mostrou que em termos de primeira composição, também é assumidamente ruim. Foram fácil as duas piores e mais engraçadas palhinhas da noite.

Rodrigo foi jogador de basquete, mas largou o esporte para se dedicar à noite. E, para ganhar um dinheirinho que fizesse frente ao que ganhava com a camisa tricolor em quadra, partiu para as rodas de samba. Foi lá que criou repertório, conheceu gente, se calejou, e partiu para o Bangalafumenga. Antes, no entanto, parou para cantar Antonico, de Ismael Silva, uma ode às dificuldades da vida de músico da noite.
Seguindo o modelo de entrecortar a história de um e outro entrevistado até que isso não fosse mais possível, o microfone foi para Pedro contar que fez parte de um coral famoso de curso de inglês, organizado pelo maestro Marcos Leite, onde ganhou incentivo forte para se tornar artista. Era um coral que usava muito a dança e a movimentação em cena. De lá, só saiu indicado para o que se tornaria o último espetáculo do histórico grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone. Com o teatro, morou em São Paulo e formou a primeira banda legal, a Paris 400.

Rodrigo se permitiu um salto no tempo e chegou a 1998, ano sem HPP e quando o Banga... foi às ruas e fez um carnaval no circuito underground da cidade. Foi então que conheceu os primeiros nomes da longa lista de cantoras que lhe encomendou alguma música, donde se destacou Fernanda Abreu, com o Baile da Pesada (Ei, Mister dj, quero nitroglicerina...). "Eu tinha quinhentas músicas de vários acordes, e com a Fernanda comecei a fazer com dois, às vezes com um só". Simplicidade foi a lição, e Pedro logo concordou.
O perguntador Bruno Levinson queria um olho na lente da verdade, e perguntou: "rola de se decepcionar com o resultado de uma composição na voz de outra pessoa?" Pedro disse que não. Rodrigo olhou bem no olho do parceiro, meio de lado, respirou fundo, e assumiu: "rola..." A gargalhada foi geral. E foi a deixa para o engraçadinho tocar Baile da Pesada em uma versão, deve-se dizer, muito perto da que ficou conhecida com Fernanda Abreu. Estava longe de ser um exemplo de decepção...

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/29/IMG_7694.php" onclick="window.open('http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/29/IMG_7694.php','popup','width=500,height=286,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/29/IMG_7694-thumb-300x171.jpg" width="300" height="171" alt="IMG_7694.jpg" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></a></span>Ainda nessa época, ou um pouco antes, Pedro começava a participar do CEP 20.000, evento de poesias capitaneado por Chacal (que, aliás, batizou também o Bangalafumenga e o Humaitá Pra Peixe). Pedro era da banda de Arícia Mess, um fenômeno bronzeado alternativo carioca de então, e líder da pesada Urge. Das subidas e descidas do palco, e dos esbarrões na praia, no baile e nas arquibancadas de teatros, surgiu um convite do então produtor do CEP, Michel Melamed, para uma apresentação especial de um CEP 20 Música: o encerramento do evento com vinte minutos. Nascia a Parede de Pedro Luís. A banda tocaria, depois, em duas edições do HPP. O Bangalafumenga tocou quatro vezes, e Rodrigo ainda se apresentou uma quinta, como artista-solo.

Depois de tantas histórias do passado, chegou a hora de olhar para frente. Cada um pôde mostrar uma inédita. A de Rodrigo veio com uma historinha junto. Uma noite, jogava videogame em casa com o filho Joaquinzinho quando foi interrompido pela mulher para um belo de um esporro: "Pô, tu não é compositor? Vai ficar jogando videogame aí pra sempre, não tem uma música pra compor, não?" "Pô, fiquei com aquilo na cebça, levantei meio puto, e fui fazer a música". Depois disso, voltou com Passageiro pronta, uma das mais bonitas da noite, cheia de versos em meta-linguagem, sobre o tempo, com melodia meio árabe com agudos de Caetano Veloso. Mostrou a música pra mulher, e cumprida a obrigação de compositor, voltou ao videogame do filho. Pode ficar na expectativa que vale a pena. 

Para encerrar a noite, um mini set com quatro ou cinco músicas dos dois, como Rap do Real e e o sorriso composto em parceria por todos os presentes na noite. Mais uma bela noite na Cinemathèque]]></description>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Cinemathèque</category>
            
            
            <pubDate>Tue, 29 Jan 2008 13:15:46 -0300</pubDate>
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            <title>Branastra ou Canastrov?</title>
            <description><![CDATA[<small>por flavia martin</small>

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/28/01.php" onclick="window.open('http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/28/01.php','popup','width=500,height=375,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/28/01-thumb-300x225.jpg" width="300" height="225" alt="01.jpg" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></a></span>O Humaitá Pra Peixe se despediu da Sala Baden Powell em grande estilo: as bandas Brasov e Canastra subiram ao palco juntas para quase duas horas e meia de show, mesclando os repertórios de cada uma e outras músicas trazidas pelos convidados, que eram chamados ao palco para cantar e por lá mesmo ficavam.

Esse foi o clima da noite que marcou o último show do HPP 2008, um misto de festa, ensaio, big band e também de despedida. Tudo regado a muita caipirinha, um dos elementos do "cenário" do show. O singelo palco do teatro em Copacabana, aliás, chegou a abrigar 16 músicos simultaneamente, que se revezavam nos instrumentos de sopro, no contrabaixo, na cuíca, no reco-reco, nas maracas e até no bambolê trazido pela performática Silvia Machete, uma das convidadas da noite e cuja participação se limitou ao já indefectível número do cigarro.

Teve até duelo de guitarras entre Fabiano Krieger, representando o Brasov, e Fernando Oliveira, do Canastra. Marcelo Callado (outro já apresentado ao público nesta edição do HPP, ele é um dos integrantes da banda Do Amor) cantou "Talismã", sucesso de Michael Sullivan e Paulo Massadas, que, extremamente versátil, já ganhou versões da apresentadora infantil Angélica e da dupla sertaneja Leandro e Leonardo. 

O músico Alberto Continentino tocou algumas músicas no baixo e comprovou o seu talento ao mandar um solo em "Masculino e Feminino", de Pepeu Gomes. Última convidada da noite, Érika Martins cantou a música de Jessica Rabbit no melhor estilo femme fatale para depois emendar "These Boots Are Made For Walking", sucesso na voz de Nancy Sinatra.

Velhas conhecidas dos palcos do Humaitá Pra Peixe, as bandas Canastra (que se apresentou na edição de 2005) e Brasov (as apresentações foram em 2001 e em 2007) fizeram um show memorável que certamente vai ficar na lembrança da animada platéia que lotou a Baden Powell na noite deste domingão.]]></description>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Sala Baden Powell</category>
            
            
            <pubDate>Sun, 27 Jan 2008 13:23:17 -0300</pubDate>
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        <item>
            <title>Noite de bambas na Baden</title>
            <description><![CDATA[<small>por joca vidal</small>

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/28/02_mm.php" onclick="window.open('http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/28/02_mm.php','popup','width=500,height=375,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/28/02_mm-thumb-300x225.jpg" width="300" height="225" alt="02_mm.jpg" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></a></span>Foi muito bacana chegar à Sala Baden Powell e encontrar o teatro lotado de pessoas das mais diversas idades, desde a juventude que foi para sambar até a 3ª idade que ficou sentadinha para curtir dois belos shows. Em comum uma fuga dos blocos que pululam esta época na cidade e que muitas vezes destorcem o verdadeiro conceito de samba. O mesmo povo que ficou impaciente enquanto os shows não começavam. Sim, para muitos o horário era bem impoirtante.

Na noite dos novos compositores, como ressaltou Bruno Levinson, a primeira missão foi de Moyseis Marques. Jovem, aos 28 anos de idade já demonstra uma segurança impressionante no palco. Seu carisma fez com que ganhasse o público logo na primeira música, a saudação "Axé Para Pedir Licença". Seguiu com "Minha Verdade", de Dona Ivone Lara e Nelson Carvalho, e "Samba, Ciência da Graça".

Marques mostrava no palco suas influências e sua personalidade: ele canta o Rio, faz samba com humor e que "conta uma história", como ele mesmo salientou. "Subúrbio", de Chico Buarque, foi bem aplaudida, assim como "14 Anos", de Paulinho da Viola. Referências ao samba de gafieira e sincopado, ao compositor Jorge Veiga (em "Baile da Piedade") e Jackson do Pandeiro ("Falsa Patroa" e "Meu Enxoval"), além de uma homenagem aos orixás em "Receita de Maria", deram consistência ao repertório. A parte final foi dedicada ao partido alto com "Mocotó do Tião" e "Fidelidade Partidária".

Diogo Nogueira foi o responsável pela ida de muita gente à Copacabana. O filho de João Nogueira, também bem jovem, goza de uma recém-popularidade conquistada com muito trabalho e talento. Baseando sua apresentação no repertório do DVD que acabou de lançar, Diogo fez show de gente grande, com bastante desenvoltura e simpatia.

Começou o primeiro bloco com "Minha Missão", "Poder da Criação" e "Coração em Desalinho". Quando entoou "Deixa a Vida Me Levar", popularizada na voz de Zeca Pagodinho, as partes laterais do teatro estavam tomadas pelas pessoas dançando. "Vazio", de Roberto Ribeiro, foi um dos pontos altos do show, assim como "Ex-Amor", de Martinho da Vila; "Mulheres", de Dona Ivone Lara e Roberto Carvalho e "Conselho", de Almir Guineto.

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/28/45_dn.php" onclick="window.open('http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/28/45_dn.php','popup','width=500,height=375,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/28/45_dn-thumb-300x225.jpg" width="300" height="225" alt="45_dn.jpg" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></a></span>De repente tudo fica escuro e uma imagem de João Nogueira no auge de sua carreira cantando "Espelho" aparece no telão. Os versos de "Eh, vida boa / Quanto tempo faz / Que felicidade! / E que vontade de tocar viola de verdade / E de fazer canções como as que fez meu pai" é praticamente auto-biográfica. Diego e seu pai tem trajetória bem parecidas: ambos foram jogadores de futebol antes de abraçarem o samba e também perderam o pai bem cedo. Momento de emoção no palco e na platéia.

"Fé em Deus", tocando com intensidade nas rádios de SP, e "Lua de Poeta" abriram a parte final da apresentação. Compositor bi-campeão da Portela, lembrou o samba-enredo do Carnaval de 2007 da azul e branco. No bis, o clássico "Vou Festejar", com todos já de pé.

Cada um em sua praia (Moyseis mais eclético e Diogo calcado no pagode e na música negra), os dois novos representantes dessa bem-vinda revitalização do samba carioca mostraram que têm fôlego para continuar por muitos e muitos anos alegrando nossas vidas. Que crescam, que componham e que façam música. Para sempre.]]></description>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Sala Baden Powell</category>
            
            
            <pubDate>Sat, 26 Jan 2008 13:20:24 -0300</pubDate>
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            <title>Samba Torto</title>
            <description><![CDATA[<small>por bernardo mortimer</small>

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/28/IMG_7229.php" onclick="window.open('http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/28/IMG_7229.php','popup','width=500,height=333,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/28/IMG_7229-thumb-300x199.jpg" width="300" height="199" alt="IMG_7229.jpg" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></a></span>O samba esteve no alvo da última noite de sexta-feira do Humaitá Pra Peixe, mas os caminhos até ele estiveram longe de ser óbvios ou previsíveis. O Fino Coletivo aborda o samba por vias quebradas e requebradas, ensolaradas e autorais, que atingem em curva ora um samba de roda, ora uma ciranda do nordeste, e mostram parentesco com um sofrimento de Los Hermanos, ou com uma sacanagem de mundo livre s/a. Já Oswaldo Pereira é o sambista que não sabe sambar, e assim busca reinserir hoje um pouco do humor de gente das antigas como Geraldo Pereira e Noel Rosa em toadas, sambas-canções e, principalmente, crônicas cantadas sobre o dia-a-dia da cidade.

O Fino Coletivo levou os diferentes sotaques da própria formação para o Humaitá Pra Peixe disposto a passar por cima dessa história de que se tem cadeira é pra se sentar. Para os seis, se tem cadeira, é pra mexer ao ritmo dos sambas. E o show começou com a brincadeira das guitarras em cuíca de Boa Hora, para deixar logo de cara que nada é óbvio na abordagem ao ritmo mais brasileiro dos ritmos brasileiros.

Se 2007 foi um ano bom em reconhecimento para o que era um projeto paralelo e se tornou uma prioridade, também foi para o crescimento do som da banda. Os arranjos vocais, o uso da guitarra às vezes como percussão outras como efeitos ressonantes (e ainda como condução da levada, embora mais raramente), e a personalidade da banda só cresceram de um ano para cá, e a apresentação da Sala Baden Powell serviu para consolidar o fato ao público. Se o show tinha mesmo cara de 'cada um mostra o seu' há seis meses, hoje não tem mais. Tudo soou coeso, pensado e elaborado na interseção do gosto de cada um deles.

O tom da investigação do samba apresentada teve um tanto da elegância clássica de metrópole nordestina de Adriano Siri, um dos vocalistas e o mais carismático - cheio de alegria pura revezada em momentos de timidez e de exibicionismo. Foi ele quem levou um gosto de terra ao som, pela voz aguda que solta entre sorrisos contentes. Teve outro tanto da concentração de Alvinho Lancellotti, o mestre de cerimônias formal e voz principal ora solo ora nos coros. E da leveza e bom gosto de Marcelo, que riu e fez careta enquanto coordenava como um Tim Maia em silêncio os retornos, agudos e graves da banda, e defendia composições densas e sensíveis sobre os caminhos do encontro à vocação, parte do que há de melhor no repertório do show. Sem contar nas levadas e na presença de Alvinho Cabral, no peso e nos timbres de Daniel Medeiros e nas quebradas de Marcos César, que afinal sustentam a linha de frente.

Mais cedo, Oswaldo Pereira abriu a noite com uma revisada no samba de antigamente em que a melodia foi a prioridade, e o sopro o contra-ponto. Na banda de teclado, percussão e violão de sete, os sax tenor e soprano, o clarinete e a flauta transversa de Marco Túlio foram os que mais brilharam em contra-cantos que apoiaram e duelaram com a métrica esquisita da voz do compositor.

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/28/IMG_7367.php" onclick="window.open('http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/28/IMG_7367.php','popup','width=500,height=333,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/28/IMG_7367-thumb-300x199.jpg" width="300" height="199" alt="IMG_7367.jpg" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></a></span>Embora Oswaldo tenha se equilibrado na linha que separa o autêntico do estereótipo de que compositor não consegue ter presença de palco, e nisso ele teve bons e maus momentos, na montagem do repertório ele se safou com méritos. O show começou pedindo a atenção da platéia, caiu para o humor de músicas como Aquela Mulher Só Dava Azar (repetida no bis), As Árvores e o Hino da CAFERJ (do verso "eu não sei para o que serve"), passou pela experimentação de percussão feita pelo teclar da máquina de escrever e terminou em um passeio interior adentro, donde se destacam uma toada de literatura de cordel e uma marchinha à folia longe dos blocos. Pode estranhar que é para ser estranho mesmo.

E de um a outro show, o que não faltou foram motivos para ficar satisfeito. Se o carnaval se aproxima, a noite do HPP foi uma prévia em alto nível que levantou o povo no teatro e, apertados lá no fundo ou comportados em frente à cadeira, botou todos para dançar.]]></description>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Sala Baden Powell</category>
            
            
            <pubDate>Fri, 25 Jan 2008 13:16:20 -0300</pubDate>
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            <title>Vulgo Qinho &amp; Os Cara enchem o Oi Futuro de música e poesia</title>
            <description><![CDATA[<small>por flavia martin</small>

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/25/04_vq.php" onclick="window.open('http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/25/04_vq.php','popup','width=500,height=475,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/25/04_vq-thumb-300x285.jpg" width="300" height="285" alt="04_vq.jpg" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></a></span>O palco do Oi Futuro recebeu, nesta penúltima quinta-feira de Humaitá Pra Peixe, uma banda que remeteu aos primórdios do HPP, quando o festival surgia embrionariamente do espaço cultural CEP 20000, lá no Sérgio Porto. Isso porque os meninos do Vulgo Qinho & Os Cara, que lançam seu primeiro e homônimo disco no HPP 2008, trouxeram para o palco a junção da música à poesia, esta última a cargo das intervenções de Omar Salomão, filho do grande poeta Waly Salomão e o responsável pela formação da banda. Na platéia, a presença de Ericsson Pires (compositor de uma das letras da banda) e Guilherme Zarvo, crias do CEP, confirmava o clima "recordar é viver".

Abrindo com a bela "Negra Melodia", o Vulgo Qinho fez um show redondo, sem sobressaltos, o que confirmou a segurança com que a banda apresenta o seu trabalho. A guitarra de Caio Barreto impressionou a platéia, que ficou embasbacada com a habilidade do guitarrista em coordenar uma infinidade de pedais ao mesmo tempo em que passeava pelas cordas de sua Fender. Um veterano!

Já na cozinha, a dupla Miguel Couto (bateria) e Leonardo DjahJah (baixo) levou um som bem marcado, sem muita firula. A bateria, aliás, é bastante econômica: além da caixa, de tambor o bumbo e, de prato, somente os de condução e o contratempo. Nada mais. Nos vocais, a simpatia do violão e do sorriso de Quinho, que, uniformizado com a camisa do Colégio São Paulo, aludia à outra forte referência no trabalho da banda: os saraus dos colégios da zona sul carioca.

Na definição de Caio Barreto, o som do Vulgo Qinho & Os Cara "é um misto de tropicália e soul além da poesia do Omar, que vem pra substituir em eventual solo de guitarra, mas é tudo ensaiado, ele não versa na hora". E apesar da febre que o deixou meio baleado, "o homem das palavras, do sorriso largo e meigo", na definição de Quinho, fez bonito: soltou seus versos no microfone e confirmou que filho de peixe, peixinho é. 

Fechando o HPP 2008, na próxima quinta-feira é a vez do talentoso Quito Ribeiro lançar o seu disco. O baiano promete lotar a casa, vê se não vai dar mole e acabar ficando de fora dessa!
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Oi Futuro</category>
            
            
            <pubDate>Fri, 25 Jan 2008 10:42:56 -0300</pubDate>
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            <title>Pra Chegar Chegando...</title>
            <description><![CDATA[<small>por bernardo mortimer</small>

2007 foi o ano em que tudo aconteceu para o Fino Coletivo. Lançaram o primeiro disco, foram eleitos banda revelação para a Associação Paulista de Crítica de Arte, estiveram na lista de melhores do ano de jornalões como o Globo e de críticos conhecidos pelas caretas, como Pedro Alexandre Sanches, e realizaram uma temporada de shows no Cinemathèque que consolidou o público da banda. O melhor jeito de comemorar, então, é abrir 2008 com um show especial. Especial e com música nova. 

A apresentação do Fino Coletivo na última sexta do Humaitá Pra Peixe (é, tá acabando) vai marcar o início da caminhada para o segundo álbum, sem abandonar a celebração do sucesso do primeiro. Duas músicas novas entraram no repertório, uma de Adriano Siri, e outra da dupla de Alvinhos Cabral e Lancelotti. Vai ser o primeiro teste de público das duas, e a afirmação de que o coletivo vingou e vai seguir a estrada. 
Para quem não sabe, o Fino nasceu como um projeto paralelo, um lugar de experimentar com o samba para um bando de músicos já envolvidos em histórias outras, muitas vezes solo. O alagoano Wado, por exemplo, é fundador da banda, mas acabou voltando para Maceió onde trabalha no quarto disco. Marcelo Frota, carioca e também fundador, não saiu, mas grava o segundo disco do projeto dele, o Momo. Alvinho Lancelotti, o vocalista, acabou de lançar o registro ao vivo do trabalho sozinho. O xará Cabral, metade do Cinelux Musique, é o próximo a mostrar o que tem em paralelo. E isso só para citar as notícias mais recentes. Mas depois de um ano como esse que passou, a história ficou mais forte. "Até então, todo mundo tinha outra prioridade, os seus projetos, e tal. Agora a prioridade é uma só" conta Marcelo. 

É ainda Marcelo que conta como a dinâmica dos projetos solo e coletivos funcionam: "Tudo conversa muito, o Fino acaba sendo a equação de todas as ondas, dos gostos tão diferentes mas com interseções. E é o que deu mais certo". Portanto, na encruzilhada da música brasileira dos caras, o público tem mais é que se aproximar manemolente, chegar chegando como eles cantam. Não deixa de aparecer, não, tá? 
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Sala Baden Powell</category>
            
            
            <pubDate>Thu, 24 Jan 2008 22:07:12 -0300</pubDate>
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        <item>
            <title>Lições, Presentes e Sons</title>
            <description><![CDATA[<small>por bernardo mortimer</small>

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/24/IMG_7003.php" onclick="window.open('http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/24/IMG_7003.php','popup','width=500,height=333,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/24/IMG_7003-thumb-300x199.jpg" width="300" height="199" alt="IMG_7003.jpg" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></a></span>João Barone começou a oficina contando uma piada: "sabe como identificar um baterista? É aquele cara que sempre anda com os caras da banda". Era o jeito de descontrair o ambiente e colocar em pauta o reconhecimento que a bateria veio ganhando nos últimos anos como instrumento fundamental para se fazer música. Tão importante quanto qualquer outro.

No entanto, o baterista do Paralamas foi mais engraçado. Ao contrário de um mal da espécie (mantenhamos o clima das piadas, pelo menos por enquanto), falou mais do que batucou. Mexeu, sim, muito as mãos. Gesticulou até quando sem baqueta, assim como perdeu o olhar mais de uma vez ao falar da figura do baixista, companheiro de cozinha, e não encontrá-lo no rabo de olho. Ato falho total. Assim, reforçou o reconhecimento de que, para ele, é difícil tocar sem o que acompanhar. Portanto, anotem a lição: bateria, <a href="/zineonline/noticias/2008/01/pop_e_sempre_acompanhado.php">assim como baixo</a>, é para ser tocado não para si, mas sempre para a banda.

Barone começou tentando definir a bateria: ao mesmo tempo meio gutural, das cavernas e circense, um convite à diversão. Por um motivo ou outro, costuma fazer brilhar os olhos de crianças e arrepiar o cabelo de pais, mas de um tempo pra cá isso foi mudando e o preconceito caindo. Até que há uns vinte e poucos anos a bateria eletrônica começou a competir por um mesmo espaço. Todo mundo achando que era o fim daquele amontoado de tambor no fundo do palco, produtores pelo mundo preferindo a comodidade da novidade, e tudo mais... E hoje ainda existem bateristas e gente que assiste a workshops de bateria. Portanto, pode acreditar, vale a pena juntar caixa, tons, surdo, contra-tempo e pratos para tocar. O espaço tá garantido, a bateria eletrônica achou o dela.

Tudo começou em Itaguaí, perto da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, quando foi ter aulas com o baterista da banda de baile do clube da cidade. Ainda demorou até Barone recolher uma bateria abandonada e reformá-la com couros de cabra que molhava na água para amolecer. Foram tempos difíceis, que só foram deslanchar mesmo quando conheceu Bi Ribeiro e Herbert Viana, dupla com quem formou o Paralamas há vinte e cinco anos. "Foi muito bom a gente evoluir junto, se dedicar ao instrumento partindo de um mesmo ponto, sem regra, e ir vendo as coisas dando certo, em um esquema que é quase familiar." Mas Barone adverte: se puder, estude formalmente a música, isso só faz bem.

Enquanto falava, as mãos não paravam. Se lembrou dos discos de Secos e Molhados, Mutantes e Rita Lee que tirava de ouvido para praticar, lado a lado com os de bandas inglesas como Smiths, Cure e U2. Só quando o Paralamas assinou contrato com uma gravadora finalmente comprou a segunda bateria, uma abandonada no estúdio de gravação que tinha sido de Lobão.

Para responder sobre como segura a baqueta, em estilo semelhante ao de Stewart Copeland (batera do Police), fez uma revelação: "É, ele me imitou". Todos riram, e ele foi e contou que a tal 'pegada tradicional' - feita com o polegar em pinça com a lateral da palma, e não com o indicador - nasceu dos cortejos de jazz de Nova Orleans há mais de cem anos, onde se toca até hoje marchando em qualquer cerimônia pública, até em enterros. Do Police, citou também o aprendizado pela forma de levar um power trio sem buscar ansiosamente preencher todos os espaços: "o Police mostrou o lugar dos silêncios, da repetição das notas no baixo, etc."

Daí sentou na bateria e mostrou a evolução do instrumento, que na época de Ringo Starr era pequeninho, e agora tem vários tamanhos, e em grupos de rock fica cada vez maior, para permitir mais graves e mais peso. Enquanto falava, afrouxava as peles dos tons e do surdo para mostrar como costuma afinar a própria bateria: sempre com as duas peles (a em que toca e a de ressonância) na mesma tensão. Assim, cada peça "fala" em uníssono.

"É engraçado sentar em uma bateria que não é a tua, parece que eu tô usando um sapato de outra pessoa". Perguntado sobre o quanto a assinatura de um músico depende da afinação, ele relativizou: "é importante, mas o que define é a pegada. Se você sentar na bateria do Copeland ou do Bonham [baterista do Led Zeppelin, já morto] já afinada, não vai ter como tocar como eles".

Barone também contou como gosta de se apresentar ao vivo: com o retorno nos fones de ouvido (o 'in ear') onde ouve a banda toda e com uma caixa alto-falante subwoofer de dezoito polegadas extra, atrás dele, para não deixar de sentir os graves, "para fazer ventar". E fez a ressalva de que isso só vale para tocar em shows. Em estúdio, a história é bem outra, e o kit de bateria chega a ser todo diferente e mais espaçado. É para facilitar a gravação e o trabalho dos técnicos de som.

Sem jeito, abriu o jogo: estava deslocado ali sozinho, está acostumado a tocar pra banda. Nesse momento, o olho começou a procurar quem não estava lá, e assim mesmo contou como é bom tocar entrosado com o baixista Bi, companheiro de Paralamas, a quem comparou a um chinelo velho ou a uma estrada de asfalto novo. Puro carinho.

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/24/IMG_6910.php" onclick="window.open('http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/24/IMG_6910.php','popup','width=500,height=333,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/24/IMG_6910-thumb-300x199.jpg" width="300" height="199" alt="IMG_6910.jpg" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></a></span>Ainda no mesmo assunto, reconheceu que a situação de Herbert depois do acidente aproximou os três também como músicos, e jogou para ele e Bi a responsabilidade de interferir mais no processo de composição. Herbert costuma escrever duas, três letras para uma música, e isso fez com que a dupla da cozinha tivesse que participar mais cedo na criação, tendo que pôr o dedo nas idéias ainda não prontas do guitarrista. "Meu trabalho e do Bi tá mais presente em nuances e na produção musical mesmo. Não era assim".

O papo tinha chegado à intimidade, e isso disparou finalmente as demonstrações na bateria, para deleite dos não mais alunos mas apenas fãs, que pediam exemplos como quem grita bis na platéia. Entre uma virada e outro solo, lembrou de causos como o da famosa introdução de Ska, feita pelo saxofonista Léo Gandelman. O convidado começou a tentar um sofisticado improviso de free jazz, e foi cortado por Herbert: "não, faz mais tipo uma galinha cacarejando". Para susto de todos os presentes, a resposta não foi um palavrão, mas um "entendi, entendi" seguido do que é hoje uma das mais famosas frases do sempre referencial naipe de sopros do Paralamas. Ainda outra história veio de Bruno Levinson, que contou do dia em que recebeu uma ligação do baterista que não conhecia pessoalmente: "tudo bem? Sei que você trabalha aí com bandas novas, e eu tô aqui com umas peças de bateria que não quero mais, posso te dar pra distribuir?" Dias depois chegava a Kombi carregada de alegria para uma geração de músicos ainda na batalha diária da música.

Como a história se repete, na quarta-feira foi a vez de outro grupo de músicos se ver feliz da vida depois de tudo que Barone lhes ofereceu assim, timidamente e fingindo desconforto, com a mediação de Bruno. Só que dessa vez, eles puderam agradecer ali mesmo, na hora.]]></description>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Workshops</category>
            
            
            <pubDate>Thu, 24 Jan 2008 09:57:01 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Organização e muita ralação!</title>
            <description><![CDATA[<small>por flavia martin</small>

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/23/DSC08899.php" onclick="window.open('http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/23/DSC08899.php','popup','width=500,height=375,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/23/DSC08899-thumb-300x225.jpg" width="300" height="225" alt="DSC08899.jpg" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></a></span>Em mais um dia de casa cheia, o bar Mofo foi palco da terceira rodada de debates promovidos pelo Humaitá Pra Peixe na edição encorpada de 2008. E pra conversar sobre o tema "Fomentando a cena", Bruno Levinson, que vem fazendo as vezes de mediador, convidou dois nomes pra lá de experientes no assunto: Luiz Oscar Niemeyer e Mario Marques. Com visões bastante divergentes sobre o futuro da cena que ajudaram (e ajudam) a construir, os debatedores falaram sobre os caminhos que os novos artistas devem seguir nesse novo cenário e também dividiram relatos pessoais sobre as primeiras experiências nas distintas trajetórias profissionais.

Niemeyer, pra quem não está ligando o nome à pessoa, foi o coordenador do primeiro Rock in Rio, que aconteceu 22 anos atrás e foi um divisor de águas na tradição de festivais no país. Antes de 1985, nenhum brasileiro tinha visto passar por aqui tantos nomes do rock internacional em uma mesma semana. Depois de produzir as edições do extinto Hollywood Rock, ele passou a atuar em outro segmento: assumiu a presidência da gravadora BMG, onde ficou por 12 anos e de onde saiu para voltar a produzir shows, um mercado mais aquecido do que o de discos, abalado com a chegada da Internet.
"Acho que pra termos uma cena forte como a que tínhamos no final dos anos 1980 e início dos anos 1990, e que foi o que propiciou o Rock in Rio, é preciso empreendedorismo. Essa foi a grande lição que eu aprendi. E não falo em empreendorismo só na produção de eventos, mas também entre os artistas, que precisam administrar suas carreiras", concluiu o empresário.

Não menos empreendedor, Mario Marques, atual editor do Caderno B do Jornal do Brasil, começou sua carreira de jornalista no final da década de 1980 já lançando seu próprio veículo. Apaixonado por música e colecionador de LPs desde sempre, Marques montou uma publicação especializada em rock progressivo, seguindo depois para os cadernos de cultura dos jornais O Globo e JB. Neste último, o jornalista estimulou iniciativas interessantes, como a coluna B de Banda, que deu origem a uma rádio, a um festival e a parcerias com casas de show cariocas, canais onde os novos artistas podem mostrar o seu trabalho.

"Minha posição em relação à cena é bastante pessimista. A grande função de um repórter de música é lançar tendências e artistas. Antigamente, quando um artista saía na capa do caderno de cultura, as gravadoras, no mínimo, procuravam saber quem ele era. Hoje, nem isso", sustentou Marques, que também é responsável pela revista eletrônica Laboratório Pop. Ele reconheceu também que a crítica musical já não tem o poder de influenciar a decisão do leitor na compra de determinado disco na ida a algum show.

Além das deficiências e limitações da cobertura da imprensa e do desinteresse por parte das gravadoras, Marques também falou com propriedade das dificuldades por que passam as novas bandas, já que o jornalista acompanha de perto os principais festivais do país e é amigo dos produtores do Mada, festival que acontece em Natal (RN). "Eu fico bastante preocupado, porque vejo muitos amigos que querem de fato viver de sua música desistindo de seu trabalho. As coisas demoram muito para acontecer, uma banda chega a levar até seis anos para conquistar o seu espaço. Por isso é importante persistir e ter uma equipe competente e confiável pra ajudar a organizar a carreira".

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a href="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/23/DSC08902.php" onclick="window.open('http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/23/DSC08902.php','popup','width=500,height=375,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://2008.humaitaprapeixe.com.br/zineonline/noticias/2008/01/23/DSC08902-thumb-300x225.jpg" width="300" height="225" alt="DSC08902.jpg" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></a></span>Já Niemeyer ofereceu uma visão um pouco mais otimista sobre o atual cenário. "Acho que estamos vivendo um período mais democrático. Tem muita gente conseguindo gravar, se produzindo, tocando nos festivais. O cenário está pulverizado. Cada vez menos vamos ver os mega-artistas, e isso amplia as oportunidades para quem está se lançando".

Da platéia, o produtor cultural Alan Livan reforçou essa impressão. "Antes, era muito difícil você produzir um vinil ou um CD. Uma musicista muito boa de São Paulo me contou que antes conseguia, em grandes gravadoras, ganhar oito centavos com cada CD vendido. Hoje, ela produz e distribui por conta própria, e recebe até três reais por CD. Vende menos e chega a menos pessoas, mas consegue viver do seu trabalho. Acho que a gente está vivendo sim um momento de descentralização. Se fosse antes, acho que o meu grupo não existiria fora do meio universitário e dos barzinhos. Hoje a gente consegue, até por meio da Internet, fazer coisas fora de São Paulo".

Mais uma vez, a mistura organização/ralação foi consagrada fórmula certeira para produtores e artistas que buscam seu espaço. A dica foi dada! Fechando os debates do HPP 2008, na próxima terça-feira o tema lançado será "Artista: Aonde estou? Para onde vou?". Vai perder?]]></description>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Mofo</category>
            
            
            <pubDate>Wed, 23 Jan 2008 11:08:55 -0300</pubDate>
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        <item>
            <title>Uma noite feliz</title>
            <description><![CDATA[<small>por Daniel Barros - enviado pelo eu no hpp</small>

Silêncio, almofadas vermelhas espalhadas pelo chão, pessoas sentadas nas almofadas, na arquibancada, no chão sem almofada, poucos esperavam o início do show de pé. 
 
De repente, surgem projeções de vídeos na tela, enquanto isso os integrantes da banda declamam trechos de algumas canções . Chega o tão esperado momento, e a banda sobe ao palco. Um cenário perfeito formado por caixas e isopor, esses espalhados pelo chão do palco.  
 
O show começa, os que estavam sentados permanecem sentados, mas todos se encantam com a beleza e a doçura apresentada pela banda.  
 
A banda estava incrivelmente animada, Fernanda cantava e sorria, a diversão estava garantida. As projeções, e um jogo de luz impecável abrilhantavam ainda mais a noite já perfeita. Canções, belas canções, entre músicas próprias e alguns covers (Yellow - Coldplay, Champagne supernova - Oasis e Santa Chuva - Maria Rita [nessa ordem]) a banda fazia a alegria dos ali presentes. Depois de certo tempo, Fernanda diz que vai começar o 'bailinho', aí sim, os que antes estavam nas confortáveis almofadas vermelhas, decidem levantar e cantar, e dançar, e gritar... 
 
Um clima único, a união de um público totalmente interessado com uma banda completamente empolgada não poderia dar noutra coisa. Até quando o som do teclado não entrou e o microfone da Fernanda resolveu não emitir qualquer som, eles conseguiram brincar. E driblando essas pequenas adversidades, continuaram encantadores e sorridentes. A vontade que se tinha era de subir ao palco e tocar junto com eles. O show seguia de forma maravilhosa. Eu já não sabia se chorava pela enorme emoção passada nas letras ou se continuava com um imenso sorriso no rosto por presenciar um show histórico. Afinal não é todo dia que uma banda lança um CD né!  
 
O show aparentemente acaba. Mas mesmo tendo sido perfeito, ainda não seria justo. Alguns arriscam um 'mais um'. Bruno Levinson sobe ao palco e agradece a banda e a platéia. E pra terminar, diz:  Vocês estão satisfeitos?  Surge um enorme coro "NÃO! . Ele sorrindo, brinca:  Mais um não, mais dois . 
 
A banda volta e nos dá mais alguns belos minutos de um prazer inexplicável. Bom para os olhos, bom para os ouvidos, bom para o futuro da nossa música. Um show perfeito, com um início perfeito, com luzes perfeitas e um final não menos perfeito.  
 
O show acaba (pelo menos no palco). Mas lá fora começa um outro show. Um show de simpatia. A banda distribui fotos e autógrafos, sem pressa, sem nenhum tipo de arrogância, uma gentileza rara e invejável. Uma noite feliz, onde até abraços carinhosos foram distribuídos pela vocalista. Uma grande banda, numa grande noite, num grande festival... 
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Eu no HPP</category>
            
            
            <pubDate>Tue, 22 Jan 2008 14:31:28 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Noite de &apos;Rrrrock&apos; no Festival</title>
            <description><![CDATA[<small>por Marina Meira - enviado pelo Eu no hpp</small>

Deu aquele frio na barriga de primeira vez - sim,era a minha primeira (e esperada) vez no festival. E fui com espírito de jovem aventureiro, disposta a experimentar novos sons. Só conhecia as bandas por nome e algumas poucas músicas buscadas da Internet! Ver um show de uma banda que você conhece pouco e gostar do espetáculo é um dos desafios da humanidade!  

Daí lá estava eu esperando pelo início na charmosa 'cantina' da sala Baden Powell(que me lembra aquelas lanchonetes americanas da década de 50) e... 

"-Começou!" - gritou alguém lá no meio. Desnecessariamente, claro, porque o som dos meninos do Superguidis é daqueles que não precisa de anúncio. A barulheira(da boa) é impossível de não ser notada.  
No início as guitarras e as respectivas distorções me fizeram questionar se não seria mais uma bandinha de garagem metida a rockstar. Mas ao longo do show eu fui chegando mais perto, cantando junto... E pronto! Quase cena de cinema, bateu paixão. Som moleque, com jeito de moleque(vide os estilosos e cabeludos rapazes da banda) e show de gente grande! A despretensão dos meninos é a maior qualidade deles.  
Depois de encerrarem o repertório, cantado junto pelo seu público moderninho(diretamente do Orkut), o cabeludo da guitarra(que eu adoraria saber o nome) já tinha desplugado tudo quando o apelo veio: 
- Mais um! Mais um! Mais um! 
 
Depois do repeteco, a vez de Érika Martins & Telecats(e o Gabriel dos Autoramas no baixo e  Lafayette no piano e...ufa) subirem ao palco.  

A voz suave de Erika quase engana quem nunca a viu tocando ao vivo. Sobra atitude à ex-Penélope!  
Entre um passinho e outro, a moça cantou de sucessos da antiga banda até Raimundos, passando por Roberto Carlos(!) e claro, as -ótimas- músicas novas! E uma dela cantada no meio da platéia. É, aquele palco ficou, sem dúvidas, pequeno pra ela.    
   
Como gritavam vez ou outra lá do meio da galera, foi uma noite de puro: "-Rrrrrock!".
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Eu no HPP</category>
            
            
            <pubDate>Tue, 22 Jan 2008 14:29:56 -0300</pubDate>
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